Cores Primárias - Especial

Exposições

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Arte como instrumento de defesa dos direitos humanos

Escrito por Da Redação. Posted in Exposições

Em mostra coletiva, artistas reinterpretam 
as liberdades civis e políticas dos cidadãos


Eliane Consol - "Sem título"
Técnica mista
40 x 40 cm, 2011.
Todos temos o dever de respeitar e proteger os direitos da comunidade.

 

Os 20 tópicos que compõem a versão popular da Declaração Universal dos Direitos Humanos, de autoria de Frei Beto ( veja abaixo) e que destacam as liberdades sociais e políticas dos cidadãos, como os direitos a moradias descentes, ao trabalho, a organização popular, entre outros, são a base para a produção dos trabalhos de artistas paulistas reunidos na exposição A Arte dos Direitos Humanos, promovida pela Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho, a UNESP. A mostra iniciou-se dia 9 deste mês e vai até o dia 23. Pode  ser vista diretamente no local, na sede da reitoria do campus da Universidade, em São Paulo, bem como virtualmente, oportunidade em que o visitante poderá escolher a obra de sua preferência. 

“O objetivo da exposição é levar o público a refletir sobre os direitos humanos. Para isso, cada artista trabalhou com um deles das maneiras mais variadas possíveis. Temos desde ilustrações mais literais das frases concebidas pelo Frei Beto a interpretações mais complexas e abstratas”, diz Oscar D’Ambrosio, curador da exposição.


Marina de Falco. “Sem título”
Fotografia.
40 x 40, 2011.
Toda pessoa é inocente até que a justiça, baseada na lei, prove o contrário.
 

 

Os trabalhos foram doados pelos artistas à UNESP com o objetivo de que a exposição realize uma itinerância não apenas pelas 33 unidades da Universidade, espalhadas pelo interior do Estado, inclusive por cidades onde a instituição não tenha campus ou ainda em locais que desejem promover  reflexões sobre a cidadania .

Participam com seus trabalhos os artistas  Marina de Falco, Altina Felício, Ângela Barbour, Antonio Carlos Goper, Diana Martire, Eduardo Schamó, Eiji Yajima, Eliane Consol, Elza Carvalho, Fátima Lourenço, Fernanda Cobra, Hélio Schonmann, Isabel Pochini, Lúcia Neto, M. Clarice Sarraf e Maria Pinto. Além de Marília Martin, Marli Takeda, Matiko Sakai, Maura de Andrade, Ruth Kelson, San Bertini, Suzana Azevedo, Sheila Oliveira e Zilamar Takeda.

 

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Versão Popular de Frei Beto

  1. 1. Todos nascemos livres e somos iguais em dignidade e direitos.
  2. 2. Todos temos direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal e social.
  3. 3. Todos temos direito de resguardar a casa, a família e a honra.
  4. 4. Todos temos direito ao trabalho digno e bem remunerado.
  5. 5. Todos temos direito ao descanso, ao lazer e às férias.
  6. 6. Todos temos direito à saúde e assistência médica e hopitalar.
  7. 7. Todos temos direito à instrução, à escola, à arte e à cultura.
  8. 8. Todos temos direito ao amparo social na infância e na velhice.
  9. 9. Todos temos direito à organização popular, sindical e política.
  10. 10. Todos temos direito de eleger e ser eleito às funções de governo.
  11. 11. Todos temos direito à informação verdadeira e correta.
  12. 12. Todos temos direito de ir e vir, mudar de cidade, de Estado ou país.
  13. 13. Todos temos direito de não sofrer nenhum tipo de discriminação.
  14. 14. Ninguém pode ser torturado ou linchado. Todos somos iguais perante a lei.
  15. 15. Ninguém pode ser arbitrariamente preso ou privado do direito de defesa.
  16. 16. Toda pessoa é inocente até que a justiça, baseada na lei, prove o contrário.
  17. 17. Todos temos liberdade de pensar, de nos manifestar, de nos reunir e de crer.
  18. 18. Todos temos direito ao amor e aos frutos do amor.
  19. 19. Todos temos o dever de respeitar e proteger os direitos da comunidade.
  20. 20. Todos temos o dever de lutar pela conquista e ampliação destes direitos.

(Fonte: www.dhnet.org.br)

Serviço:
A Arte dos Direitos Humanos
Curadoria: Oscar DÁmbrosio
Local: Reitoria da Unesp 
Rua Quirino de Andrade, 215, Centro, São Paulo. 
Telefone (11) 5627-0235
Data: 9 a 23 de janeiro.
Horário de visitação: de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h. 
Entrada Gratuita
Acesso ao link da mostra: http://www.unesp.br/aci_ses/aartedosdireitoshumanos/obras.php

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Rio de Janeiro realiza mostra de Fayga Ostrower e pode perder o Instituto criado em sua homenagem

Escrito por Margarida Nepomuceno. Posted in Exposições

        

Gravuras dos anos 60 e desenhos da artista Fayga Ostrower estarão sendo exibidos a partir do dia 18 de janeiro no Centro Cultural dos Correios, no Rio, na mostra “Diálogos”, em uma referência direta aos trabalhos de Alex Gama, expostos na mesma ocasião. Quem assina a mostra é o próprio artista em parceria com a filha de Fayga, Noni Ostrower, responsável com a família,  pela guarda do acervo da gravadora.

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Brasília despede-se da mostra retrospectiva de Maria Bonomi

Escrito por Margarida Nepomuceno. Posted in Exposições

Em maio parte dessa mostra irá para
a Maison de l´Amérique Latine, em Paris

 

                          Quem pensa em encontrar na mostra de Maria Bonomi , no CCBB de Brasília, uma retrospectiva cronológica de suas obras vai se deparar com uma concepção curatorial que busca em todo percurso cênico estabelecer uma relação intrínseca desde as suas primeiras xilogravuras produzidas na década de 50, até as matrizes de madeira, que deram origem as obras monumentais, instaladas em sua maioria, em locais públicos de São Paulo. Daí o título escolhido por Jorge Coli, curador da mostra: “Bonomi, entre a gravura e a arte pública”. O evento é patrocinado pelo Ministério da Cultura, Banco do Brasil e CESP, Companhia  Energética de São Paulo e contou com a produção executiva da Equipe Atelier Maria Bonomi e da 4Art Produções Culturais de Brasília.

                           Os referenciais cronológicos estão presentes à medida que o observador circula pelos diversos espaços expositivos do Centro Cultural, espaços internos, nas salas, e externos, onde se encontram, por exemplo, a escultura de elementos naturais denominada de “7 Horizontes do homem”,  ou o conjunto de homens de lata de alumínio com chapéus feitos de vidro de garrafas cujo título é “Metempsicose”, criação de 1996, ou ainda as esculturas gravadas em alumínio da série “Amor inscrito”, de 2010.

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